A Confederação Rural Argentina está denunciando o fortíssimo abate de fêmeas no país. A crise na pecuária de corte do país, na avaliação da entidade, é explícita e está afetando não só os produtores – para quem cada vez mais está difícil alcançar uma rentabilidade razoável – além de milhares de trabalhadores do setor.

A entidade vai além e alerta que os consumidores de carne bovina do país também vão ser prejudicados, uma vez que muito em breve os estoques de gado não vão poder suprir as necessidades de demanda interna. Para a CRA, não é inteligente apenas controlar o preço, urge tomar uma série de medidas concretas para fomentar a produção e assegurar o abastecimento interno no médio prazo.

De acordo com dados oficiais, em novembro de 2007, o abate de vacas chegou a 1.396.110 cabeças registrando um recorde em uma série mensal avaliada desde 1990 e representando 48,9 por cento do gado abatido no mês.

A CRA alerta que este movimento de liquidação de fêmeas já registra quatorze meses sem interrupção. Nos primeiros onze meses de 2007, as fêmeas mantiveram uma participação de 47,2 por cento sobre o abate total, estabelecendo o volume mais alto para um histórico de 17 anos.