maio 2007


Três das cinco maiores empresas do setor abrem capital e anunciam investimentos. A forte demanda mundial por carnes está ampliando o mercado dos frigoríficos brasileiros e consolidando uma tendência mundial de concentração do setor em poucos grupos. Nessa quarta-feira (30-05), as ações do Friboi subiram 5,54% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois que a empresa assumiu a liderança mundial nesse ramo. Ao mesmo tempo, o Independência anunciou a aquisição de uma nova unidade e o Minerva solicitou a abertura de capital e aguarda parecer da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como o Marfrig.

As estimativas do setor são de que as cinco maiores companhias estejam investindo este ano R$ 4,3 bilhões em aumento da capacidade. O maior aporte virá do Friboi, que captou R$ 1,6 bilhão na bolsa. Projeções indicam que os outros dois que aguardam o lançamento de ações poderiam captar cerca de R$ 1,1 bilhão, valor proporcional ao tamanho destas empresas em relação ao Friboi.

“O quadro mundial de consumo da carne bovina está fazendo Brasil bater recorde em cima de recorde a cada ano e impulsionando os investimentos”, diz Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado. Entre janeiro e abril o País comercializou com o exterior US$ 1,4 bilhão – valor 41,1% superior ao mesmo período de 2006.

O diretor da AgraFNP, José Vicente Ferraz, acrescenta que os últimos anos foram positivos para exportadores, elevando suas margens e capitalizando-os para investimentos. Estima-se que uma planta frigo-rífica com capacidade de abate de 1 mil animais por dia esteja valendo perto de R$ 150 milhões – o dobro do ano passado. Analistas acreditam que o Independência adquiriu o Goiás Carne por um valor três vezes maior que o original – a empresa não revela o investimento.

“A compra representa a continuidade da nossa estratégia de crescimento”, diz o diretor-financeiro do Independência, Tobias Bremer. Com a aquisição e investimentos em ampliações de unidades, a capacidade industrial da empresa chegará a 7 mil animais por dia no final de 2007. Fabiano Tito Rosa, analista da Scot Consultoria, lembra que o Independência foi muito prejudicado com os embargos impostos a partir do foco de febre aftosa em Mato Grosso do Sul, em 2005, e por isso passou a adquirir unidades em outros estados, como Minas Gerais, Rondônia e Tocantins. Bremer acrescenta que a abertura de capital é um passo natural que o Independência irá tomar, podendo ocorrer ainda este ano ou em 2008. “Não estamos com pressa”, afirma.

O Minerva – que encontra-se em “período de silêncio” prevê a oferta adicional de 15% do total. A empresa não detalha em seu prospecto quanto será investindo em expansão e o valor destinado a capital de giro. O mercado aguarda que em breve o Bertin, segundo maior do País, também possa vir a abrir capital.

O Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) promove na próxima semana, cursos em vários municípios do Estado. O curso Produção Caseira de Pães, Bolos e Biscoitos acontece no período de 4 a 6 de junho simultaneamente em Campo Grande e Bataguassu. A idéia é passar noções de ganhos com uma alimentação saudável. Para este curso estão abertas 15 vagas.

Outro curso vai capacitar os trabalhadores rurais na prevenção de acidentes com agrotóxicos. Será entre os dias 4 e 6 de junho, o curso para Trabalhadores com Agrotóxicos, em Sidrolândia. No município de Ribas do Rio Pardo acontece, nos dias 5 e 6 junho, o evento sobre Controle de Formigas Cortadeiras, que possibilita os trabalhadores conhecer a dinâmica de funcionamento dos formigueiros e utilizar as técnicas adequadas no controle de formigas-cortadeiras. As atividades serão práticas e teóricas e têm duração de 16 horas-aula.

Já o evento de Manutenção Preventiva de Tratores Agrícolas (Pneus) ocorre, no período de 4 a 6 de junho, no município de Dois Irmãos do Buriti. O objetivo é construir conhecimentos e aplicar na manutenção preventiva de tratores agrícolas. São doze vagas para o curso que tem 24 horas-aula.

Os preços do gado em pé caíram abaixo dos níveis do ano passado, a 4.500 guaranis o kg/vivo, ou R$ 1,73.

O quadro é normal devido a grande oferta no mercado interno, que se deve ao desmame dos terneiros e a retirada do gado do campo antes que frio danifique as pastagens.Assim explicou a queda dos preços do boi vivo o presidente da Associação Rural do Paraguai (ARP), Alberto Soljancic, que advertiu porém, que a abundante oferta de carne também se deve a queda nas exportações para a Rússia.

Por esse motivo o mercado interno está abarrotado de carne, principalmente de costela, que recebe aproximadamente 5.000 cortes diários para o consumo local.

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