agosto 2006


Depois de três anos à frente da Nelore-MS e colocar Campo Grande no circuito da Expoinel, Ulysses Serra Neto, o Noninho, anunciou que não irá concorrer à reeleição na Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Nelore (ASCN), marcada para novembro de 2006, logo após a terceira edição da Expoinel-MS e da Nelore-Fest.

O anúncio foi feito na segunda-feira, 28, durante reunião da diretoria da Nelore-MS. A reunião também serviu para a apresentação do projeto da Expoinel-2006. “Este será o foco da associação neste final de mandato, vamos consolidar a feira como a terceira maior exposição da raça Nelore no Brasil, com uma expectativa de colocar mil animais nelore padrão e mocho em julgamento”, ressaltou.

Quanto aos leilões Noninho confirmou a realização de 12 certames, de um shopping de gado de elite e de pelo menos quatro leilões de animais de corte, o que não tinha acontecido na primeira edição. “Há muitas pessoas entrando em contato com a associação, querendo informações, gente do Brasil todo. A pista da Expoinel-MS 2006 será uma das mais pesadas do país” disse o presidente da Nelore-MS.

Um dos pontos abordados pelo presidente da Nelore é que a realização da Expoinel-MS vai levantar a auto-estima do pecuarista sul-mato-grossense. “Um evento deste porte chama a atenção do país inteiro, toda a mídia especializada vem para o Estado. Esses fatores, somados à retomada do valor da arroba do boi e melhores perspectivas para o próximo ano, agregam mais importância ao evento”.

Noninho destacou que Mato Grosso do Sul precisa desempenhar um papel cada vez mais importante no agronegócio. “No caso da pecuária, a sanidade animal é o elemento mais importante. Temos que trabalhar com a perspectiva de que não temos febre aftosa e nunca mais iremos ter. O produtor tem feito sua parte, agora falta os governos Federal e Estadual fazerem a deles,” disse.

O presidente destacou que a premiação deste ano na Expoinel-MS está sendo estudada pela diretoria e provavelmente deve superar a da 1ª Edição. “Este ano estamos trabalhando para colocar em disputa 4 caminhonetes aos grandes campeões e sortear entre os tratadores 4 motos”, disse Serra Neto.

Mais informações sobre a Expoinel-MS podem ser obtidas na sede da Nelore MS, pelo telefone 67-3342-1746.

Via Livre Com. Rural
(67) 3342 7587
Ass. Imprensa Nelore-MS

A valorização da moeda brasileira em relação a uma cesta de moedas dos principais parceiros do agronegócio do Brasil, medida pelo Índice de Câmbio do Agronegócio (IC-Agro/CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), registra que entre o primeiro semestre de 2005 e o mesmo período de 2006, a moeda nacional valorizou 15,87%, provocando a queda de 7% no Índice de Atratividade do Agronegócio (IAT-Agro/CEPEA) no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2005. O resultado menos favorável ao setor é atribuído à valorização do Real informa o estudo.

Assim, nem mesmo o aumento de preços dos produtos exportados, de 10,21% no período, segundo o Índice de Preços de Exportação do Agronegócio (IPE-Agro/CEPEA), conseguiu segurar a atratividade do setor. Vale citar que essa reação dos preços foi puxada especialmente por produtos como carnes, açúcar, álcool e fumo, principalmente no mês de junho.

Apesar desse contexto bem menos favorável, o Índice de Volume de Exportação do Agronegócio (IVE-Agro/CEPEA) teve uma queda relativamente pequena (cerca de 1%) entre os períodos analisados.

Ao fazer a análise integrada desses índices, pesquisadores do Cepea destacam duas razões principais para a continuidade das exportações. Uma delas é a necessidade de exportar mesmo sem atratividade econômica (remuneração obtida no mercado interno seria maior que a gerada com exportação), tendo em vista a impossibilidade de escoar no mercado interno o total produzido por alguns setores. Já para outros segmentos do agronegócio, ainda que tenha havido diminuição da atratividade para exportar, as vendas externas ainda seriam a melhor alternativa em comparação ao mercado interno estagnado.

Resultados melhoram no trimestre Abril/Maio/Junho

Comparando o trimestre abril, maio e junho de 2006 ao anterior (jan/fev/mar), o câmbio esteve ligeiramente melhor às exportações do agronegócio – o Real desvalorizou 3,98% em relação a um conjunto de moedas (IC-Agro/CEPEA). No mesmo período, os preços dos produtos exportados (IPE-Agro/CEPEA) reagiram 7,66%.

O resultado foi um aumento da atratividade do agronegócio de 12% (IAT-Agro/CEPEA). Isso permitiu um aumento de 10,3% no volume exportado (IVE-Agro/CEPEA).

Para o segundo semestre, os preços internacionais sinalizam continuidade de alta. O comportamento do câmbio, portanto, irá novamente determinar a atratividade das exportações agro. A informação é da assessoria de imprensa do Cepea.

O Conselho Monetário Nacional aprovou linha de crédito para financiar operações de proteção de preços (hedge) em bolsas de mercadorias.

A medida, aprovada nesta terça, 29 de agosto, vai estimular o desenvolvimento de mecanismos de mercado futuro, reduzindo o risco de renda à que se expõe o produtor rural.

Destinada a produtores rurais e cooperativas, terá taxa de juros de 8,75% ao ano e financiará as chamadas margens de garantia, as margens adicionais e os ajustes diários em operações nos mercados futuros nas bolsas de mercadorias.

Financiará, ainda, os prêmios em contratos de opção de venda e as taxas cobradas pelas bolsas. O limite de crédito é de até 100% do valor da operação, respeitados os seguintes tetos: R$ 100.000 por produtor e R$ 40.000 para cooperativas, multiplicado pelo número de cooperados ativos. Nos dois casos, os limites independem dos demais tetos estabelecidos para o financiamento à comercialização.

O secretário de Polítca Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edilson Guimarães, afirma que o mecanismo pode dar estabilidade financeira ao produtor, minimizando aas oscilações de renda e diminuindo as intervenções do governo no mercado.

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