abril 2006


Uma tecnologia acessível a pequenos agricultores, capaz de oferecer um milho de melhor qualidade, sem resíduos de agrotóxicos ou danos causados por roedores e insetos. Estes são os diferenciais do paiol “Balaio de Milho”, tecnologia desenvolvida em parceria com a Emater-MG e lançada pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) durante a V Exposição de Tecnologia Agropecuária – Ciência para Vida. A tecnologia apresenta como inovação a facilidade de uso e a redução do custo do processo de combate ao caruncho do milho armazenado nas pequenas propriedades.

“Isso representa mais saúde para a família do agricultor e maior produtividade dos animais a um menor custo e com maior rendimento”, explica o pesquisador Jamilton Pereira dos Santos. O paiol substitui, segundo ele, tecnologias tradicionais onde o controle de pragas é dificultado por exigir altos investimentos em mão de obra. “Um dos diferenciais da tecnologia é a facilidade de construção e o baixo custo dos materiais”, explica o pesquisador.

Outras vantagens são a possibilidade de ajuste a diferentes quantidades de milho, a facilidade para controle de roedores, já que existe uma barreira de metal para impedir o acesso do rato ao milho, e o secagem natural do grão em espiga, favorecida pela circulação de ar entre as telas de arame. As informações sobre como construir o paiol estarão disponíveis em breve na home page da Embrapa Milho e Sorgo: www.cnpms.embrapa.br .

INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, anunciou em seu discurso no 33º aniversário da Embrapa na noite de quarta-feira, 26, que o Programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (Prolapec) é uma das principais ações de pesquisa e de transferência de tecnologia para fomento do agronegócio e a sustentabilidade dos ecossistemas brasileiros. A iniciativa visa reunir a produção de grãos, carne, leite e fibras com a preservação ambiental, poupando o avanço das atividades produtivas sobre patrimônios ambientais como a Floresta Amazônica.

Este ano o Prolapec contará com o suporte financeiro de R$ 4,5 milhões de reais, a serem utilizados ao longo dos próximos três anos em ações de transferência de tecnologia e estudos complementares. Os recursos são provenientes de fundos setoriais do Ministério da Ciência e tecnologia (MCT), liberados no início de março.

O sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que é fruto de pesquisas da Embrapa, poderá ser utilizado em cerca de 40 milhões de hectares em todas as áreas de produção do Brasil. A empresa tem 18 de seus centros de pesquisa envolvidos no Programa.

Durante a V Ciência para Vida, a integração lavoura-pecuária está sendo demonstrada através de uma maquete desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que mostra as diversas etapas de degradação de uma área, além dos processos de recuperação da mesma.

A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa – vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), abre no período de 10 a 29 de maio de 2006 as inscrições para recrutamento e avaliação de candidatos (as) ao cargo de chefe-geral pertencentes ou não ao seu quadro de pessoal efetivo, por meio das avaliações de requisitos, perfil e proposta de trabalho, com base na competência técnico-científica e gerencial.

As propostas serão analisadas por comitê constituído por membros internos e externos à Empresa, também de reconhecida competência. O processo prevê a seleção de chefe-geral para designação pelo prazo de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período. Entre as atribuições estão a gestão da Unidade, envolvendo o planejamento de atividades, orientação, coordenação, acompanhamento e avaliação técnica e administrativa, além da gerência de processos de relacionamento e integração da Embrapa Milho e Sorgo com outras Unidades da Embrapa e organizações públicas e privadas.

Alguns dos requisitos são apresentação de proposta de trabalho (documento apresentado pelo candidato-a contendo a proposta administrativa e técnico-científica para a gestão do cargo), avaliação do perfil gerencial (avaliações da formação e experiência profissional, da capacidade, motivação e potencial gerenciais) e redação de memorial, com descrição das principais experiências nas áreas técnica e gerencial realizadas ou desenvolvidas pelo candidato (a), destacando sua contribuição institucional ou social e indicando os motivos que o (a) levaram a se inscrever no processo. Deve ainda relacionar formação e atuação profissional anteriores, com o propósito de dirigir a Unidade da Embrapa.

REQUISITOS – Veja as principais exigências para participar do processo de avaliação e recrutamento ao cargo de chefe geral da Unidade da Embrapa:
- Ser brasileiro nato ou naturalizado;
- Possuir, no mínimo, dez anos de experiência em atividades de ciência e tecnologia relacionadas ao setor agropecuário/agroindustrial e/ou de desenvolvimento rural ;
- Possuir, pelo menos, curso de mestrado concluído reconhecido pelo Ministério da Educação;
- Apresentar declaração assinada de que não foi condenado (a) por sentença transitada em julgado, em processo criminal, ou julgado (a) culpado (a) em inquérito administrativo, ou sindicância no âmbito da Embrapa ou de outros órgãos ou entidades da administração pública, tendo por objeto a prática de ato de improbidade administrativa, nos últimos três anos;

INSCRIÇÕES – O período para as inscrições será de 20 dias (de 10 a 29 de maio). A inscrição dos (as) candidatos (as) deverá ser feita diretamente no Serviço de Protocolo da Embrapa Milho e Sorgo (veja localização da Empresa ao final da matéria) ou por via postal, desde que a correspondência, encaminhada ao Comitê Técnico Interno (CTI) da Embrapa Milho e Sorgo, seja enviada por meio expresso (Sedex, DHL ou similares) e postada até 29/05/2006. “Mesmo que postada dentro do prazo estabelecido não será aceita a inscrição que chegar ao CTI da Embrapa Milho e Sorgo depois do dia 31 de maio de 2006”, completa o presidente do Comitê, Antônio Carlos de Oliveira.

O candidato (a) deve apresentar carta de apresentação, três cartas de referência profissionais, emitidas por pesquisadores, professores universitários ou dirigentes de organizações públicas ou privadas componentes do setor agroindustrial, curriculum vitae, atendendo roteiro específico, documentos comprobatórios de todos os títulos acadêmicos e profissionais relacionados do curriculum vitae, memorial, proposta de trabalho e fotocópia de Documento de Identificação, Título Eleitoral e Carteira de Reservista (quando couber).

EDITAL – O edital, o manual do processo, o Plano Diretor da Embrapa (PDE) e o Plano Diretor da Unidade (PDU) estão disponíveis na sede da Embrapa Milho e Sorgo (Rodovia MG 424, Km 65, Sete Lagoas-MG, CEP 35701-970) ou na página http://www.cnpms.embrapa.br/edital/index.php até o dia 29 de maio e poderão ser retirados no local em dias úteis das 07h30 às 12h e das 13h às 16h30. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3779-1005 (Comitê Técnico Interno), fax (31) 3779-1088 ou pelo e-mail cti@cnpms.embrapa.br . Abaixo, conheça um pouco a Empresa.

PERFIL – A Embrapa Milho e Sorgo, implantada em 1976, é uma das 40 unidades descentralizadas que compõem a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Ocupa uma área de 1.933 ha, com 17.374 m2 de área construída. A Unidade possui também um Campo Experimental de 125 ha em Nova Porteirinha, MG. Sua missão é viabilizar soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável do agronegócio milho e sorgo no Brasil, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologia, em benefício dos diversos segmentos da sociedade.

Na Embrapa Milho e Sorgo estão lotados 311 empregados, sendo 69 pesquisadores especializados em diferentes áreas do conhecimento técnico-científico, com cursos de doutorado (55) e mestrado (14) e os demais atuando nas áreas de apoio à pesquisa e à administração. A Unidade busca atender às demandas de mercado, atuando em parcerias na geração de tecnologias, e tem como público-alvo diferentes segmentos sociais. O objetivo é garantir avanços em novas fronteiras do conhecimento e oferecer produtos e serviços de qualidade, preservando e valorizando a biodiversidade e os recursos naturais. As atividades de pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo estão estruturadas em Núcleos Temáticos constituídos por equipes de pesquisadores de múltiplas disciplinas afins.

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Promover o desenvolvimento científico, a inovação tecnológica e os arranjos institucionais para:
· desenvolver a competitividade do agronegócio tanto para empresários, como para agricultores de base familiar que atuam nas cadeias produtivas de milho, sorgo e milheto;
· propiciar a segurança alimentar, a nutrição e a saúde da sociedade brasileira, com sustentabilidade;
· incrementar o avanço da fronteira do conhecimento científico e tecnológico em temas estratégicos.

Saiba mais sobre a Empresa no site www.cnpms.embrapa.br

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais será transferida simbolicamente para o estande do Governo de Minas, instalado na 72ª Expozebu, em Uberaba. No período de 29 de abril a 5 de maio, o secretário de Agricultura, Marco Antonio Rodrigues da Cunha, estará no local com a assessoria de seu Gabinete.

Minas Carne estimula produção e exportação
Há menos de uma semana do início da Expozebu, o secretário lançou, em Belo Horizonte, o programa Minas Carne. Ele foi criado com o objetivo de organizar e modernizar a cadeia produtiva da carne, aumentando a competitividade do setor. “Minas Gerais possui o terceiro rebanho bovino do País, com 21 milhões de cabeças, mas agrega pouco valor à carne. Em 2005, as exportações de carne bovina de Minas Gerais somaram 35,7 mil toneladas e, apesar do crescimento de 52,5% em relação ao ano anterior, elas representam apenas 1,5% da exportação de carne bovina do país”, ressaltou.

Mudar este quadro é uma das principais metas do Minas Carne. As ações serão desenvolvidas em conjunto pelas Secretarias de Agricultura, Desenvolvimento Econômico, e da Fazenda, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e entidades dos produtores rurais e dos demais segmentos do agronegócio de carnes no Estado.

Principais pontos do programa

– Oferecer ao Estado condições de se consolidar como referência nacional na produção e possibilitar a sua entrada definitiva no grupo dos grandes exportadores brasileiros.

– Destacar, na fase inicial, a cadeia de carne bovina porque o setor requer, atualmente, mais esforço de organização dos que os demais. O Minas Carne contempla aspectos ligados à produção, industrialização, comercialização e exportação do produto, entre outros, com ações que podem ser usadas imediatamente.

– Gerar empregos, atrair investimentos para o Estado e fortalecer o trabalho de segurança alimentar. O governo de Minas está fazendo um mapeamento do rebanho e identificando as vocações regionais para dinamizar o setor. Com apoio do Ministério da Agricultura e Federação da Agricultura, será feita também, nos próximos quatro anos, a rastreabilidade de todo o rebanho mineiro, condição indispensável para implantar a certificação de origem na carne bovina estadual.

– Realizar projetos e pesquisas de aumento da produtividade do plantel mineiro. Existem linhas de crédito de diversos programas para compra de animais, recuperação de pastagens, construção de benfeitorias e outros. Os recursos serão repassados aos pecuaristas por intermédio do BDMG, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

– Modernizar e ampliar o número de frigoríficos com o Selo de Inspeção Federal (SIF). O Estado se esforça para acabar com o abate clandestino, responsável pelo grande volume de casos de doenças provenientes dessas carnes.

– Oferecer linhas de crédito do BNDES e de fundos estaduais para a reabertura de frigoríficos paralisados, além de condições para as indústrias já em funcionamento trabalharem com 100% de sua capacidade. Objetivos: aumentar em 20% o número de indústrias com inspeção do SIF; o número de frigoríficos aptos a exportar deve aumentar em mais de 100%. Atualmente, apenas quatro estabelecimentos de Minas exportam carne bovina. Serão implantados abatedouros regionais e centrais municipais de desossa e distribuição de carne para erradicar o abate informal de carne bovina e fortalecer o trabalho de segurança alimentar.

– Possibilitar o aumento das exportações de 36 mil toneladas para 200 mil toneladas em quatro anos. Para garantir esse avanço o Estado concederá aos frigoríficos um crédito presumido de 7% sobre o valor da operação de exportação, proporcionalmente à entrada de animais para abate no estabelecimento, adquirido em operação interna. A medida vale para qualquer produto comestível resultante de abate de gado bovino, bubalino (búfalos), eqüino, asinino, suíno, caprino, muares e aves.

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