O embargo à carne bovina brasileira imposto pela Rússia, desde a semana passada, foi suspenso na manhã de hoje (30/6), de acordo com informações do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Roberto Rodrigues. A informação foi divulgada no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que recebeu uma ligação de Rodrigues no momento em que o documento – retomando as exportações de carne para aquele país – acabava de ser assinado por autoridades brasileiras e russas. “Questões como a do foco no Pará mostram que o cuidado com a sanidade animal deve ser prioritário. Não podemos descuidar em momento algum”, disse José Olavo Borges Mendes, presidente da ABCZ.
junho 2004
qua 30 jun 2004
qua 30 jun 2004
“Onde tem confusão, há proveito”. Foi com o ditado de seu avô que o presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio de Souza Brito Filho, definiu o alerta do possível embargo à carne brasileira pela União Européia. Quem sugeriu a proibição foi uma associação de produtores de carne da Irlanda, onde o custo de produção é três vezes maior que o do Brasil.
Taxado como uma estratégia de mercado, o embargo da União Européia não assusta entidades do setor agropecuário, principalmente em Mato Grosso do Sul. Em entrevista concedida hoje (29), ao Canal do Boi, o presidente afirmou que já conversou com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e que a notícia de uma possível proibição das importações foi recebida como fofoca. “Eles estão tranquilos e disseram que não há impacto algum no mercado”, disse.
O que preocupa é a reação dos produtores. Segundo Brito, é preciso que o pecuarista tenha calma para não fazer nenhum mal negócio nesse momento de confusão. Ele pede para que os criadores fiquem tranquilos. “O produtor deve ficar confiante e não acreditar nesse boato”, afirma.
Também foi rejeitada a hipótese dos frigoríficos se aproveitarem da situação para tentar baixar os preços. Brito ressalta que a indústria frigorífica é parceira do produtor e termina dizendo que “sairemos fortalecidos disso”.
qua 30 jun 2004
Os governos de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso e de Goiás juntamente com as respectivas Federações da Agricultura e Pecuária desses estados vão unir as forças para combater a “onda de boataria” internacional que tenta atrapalhar a comercialização de carne brasileira para diferentes mercados. Juntos, os três estados são responsáveis por um rebanho de cerca de 60 mil cabeças de bovinos. “O circuito pecuária do Centro-Oeste, é hoje o maior exportador de carne do mundo”, esclarece o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio de Souza Brito filho.
Preocupado com situação, Léo Brito recebeu na tarde desta terça-feira (29/06) o governador do Estado, Zeca do PT, para juntos encontrarem uma estratégia para
reverter a situação. Da sede da Famasul, Zeca do PT telefonou para o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, para tentarem marcar uma audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, que estará em Cuiabá (MT) na próxima quarta e quinta-feira para um evento. A proposta foi aceita de imediato e Maggi deverá entrar em contato com o governador de Goiás.
A situação é resultado do foco de febre aftosa encontrado no Pará no dia 18 de junho, quando a notícia foi divulgada pela imprensa brasileira. Para o governador Zeca do PT é preciso haver uma ação conjunta dos estados e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que o País não sofra retaliações, devido a um foco isolado da doença. “Isso criou um constrangimento para o Brasil, na medida que vários países se retraem e nós precisamos dar a este fato a dimensão que ele tem que ter, tomando todas as medidas necessárias para conter essa situação”.
O presidente da Famasul alertou a sociedade brasileira para ficar tranqüila, pois todo esse boato quanto a sanidade animal tem interesses comerciais em jogo. “O produtor rural faz um trabalho de muita responsabilidade, junto com os governos, para por na mesa dos brasileiros e da comunidade internacional alimentos de qualidade”. De acordo com Léo Brito, o Brasil comercializa carne com mais de 100 países.