A arroba do boi fecha a semana cotada a R$ 65, nos cinco principais frigoríficos de Mato Grosso do Sul. O preço da carne do macho vem sendo o mesmo desde a primeira quinzena de janeiro. Para a arroba da vaca existe uma variação no preço, a fêmea está cotada entre R$ 56 a R$ 59.
O frigorífico Friboi, de Campo Grande, compra a arroba do boi a prazo por R$ 65, e à vista, por R$ 63. Para a arroba da vaca, o preço a prazo está cotado a R$ 58 e à vista R$ 56.

Na região leste do Estado, o frigorífico Marfrig, de Bataguassu, paga pela arroba do boi rastreado no prazo de 30 dias R$ 65, e à vista R$ 63,70. Já o valor da fêmea, a prazo, está cotado a R$ 59, e à vista R$ 57,70. O maior preço pago pela vaca na região.

Em Naviraí, região sudoeste do Estado, o frigorífico Bertin compra a arroba do boi por R$ 65 a prazo e R$ 63,70 à vista. Para a vaca, o preço a prazo é de R$ 58, e à vista R$ 56,80. O mesmo preço pago desde a semana passada.

O frigorífico Independência, de Anastácio, paga pela arroba do boi R$ 65 a prazo, e R$ 63 à vista. Para arroba da vaca o preço a prazo está cotado R$ 56, e à vista R$ 54. No frigorífico Independência, instalado em Nova Andradina, o preço da arroba do boi é o mesmo também, R$ 65 a prazo e R$ 63 à vista. Já quanto ao preço da fêmea está cotado entre R$ 59 a prazo e R$ 57 à vista.

Começa no dia 15 de fevereiro, a campanha de vacinação contra febre aftosa na Zona de Alta Vigilância Sanitária (ZAV), formada pelos municípios (ou parte deles) que compõem a região de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, tendo como ponto de partida uma área de 15 quilômetros de extensão.

Segundo a Agência Sanitária Vegetal e Animal (Iagro), os municípios de Antônio João, Japorã, Mundo Novo possuem as totalidades de seus territórios ou espaço geográfico/administrativo, que compõem a Zona de Alta Vigilância Sanitária.

Já os municípios de Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho e Sete Quedas apenas parte do território, espaço geográfico ou administrativo estão incluídos na ZAV.

“A única diferença da campanha de vacinação de febre aftosa dessa região das demais (Planalto e Pantanal) é a imunização dos bovídeos com até 12 meses de idade. As regras são as mesmas”, explica o diretor da Iagro, Ricardo Bacha.

Nesta região a vacinação segue até o dia 15 de março. De 1º a 31 de maio, deve ser feita a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade. De 20 de novembro a 20 de dezembro, vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade.

O registro das vacinas nas unidades veterinárias locais da Iagro deverá ser feito em até 15 dias, após o encerramento da campanha.

A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, afirmou nesta quinta-feira, 7, que só voltará a permitir qualquer importação de carne do Brasil depois de “analisar as garantias” proporcionadas pelas autoridades brasileiras a respeito das fazendas listadas como aptas para exportar para o bloco.

“Com base nessa análise, decidiremos quais fazendas poderemos incluir na lista (de exportadores) e quais teremos que esperar pelos resultados da inspeção do FVO”, disse à BBC Brasil a porta-voz da Comissão Européia para Saúde e Proteção ao Consumidor, Nina Papadoulaki.

O Departamento de Alimentação e Veterinária (FVO, na sigla em inglês) é responsável pelo controle sanitário na União Européia e deve enviar, no próximo dia 25, uma nova missão para avaliar se as fazendas brasileiras seguem os padrões de qualidade exigidos pelo bloco para a exportação de carne.

“Até o momento, no entanto, as autoridades brasileiras não forneceram à comissão relatórios completos das auditorias e inspeções que garantam que essas fazendas (as 2.681 que constam da lista enviada à Bruxelas há uma semana) cumpram todos os requisitos europeus para importação”, disse Papadoulaki.

Dúvida

A falta desses relatórios detalhados foi um dos fatores que levou o Executivo europeu a duvidar da lista elaborada pelo governo brasileiro, com um número de fazendas oito vezes maior do que o recomendado pelos técnicos do FVO, e decidir pela proibição total das importações.

O governo brasileiro se comprometeu então a entregar as informações relativas a cada uma das fazendas listadas até o próximo dia 15.

Mas nesta quarta-feira o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, informou que uma nova lista está sendo elaborada e que o número de estabelecimentos considerados aptos para a exportação deve ser reduzido para 683.

Kroetz admitiu que a maior parte das fazendas listadas anteriormente não haviam sido auditadas, como desconfiava a Comissão Européia.

Para a associação EuBrasil, dedicada a reforçar as relações entre a Europa e o Brasil, o recuo do governo brasileiro deve ser visto como “uma mostra de boa vontade para negociar e encontrar uma solução para o problema”.

“Esperamos que esse movimento seja seguido por um movimento equivalente por parte das autoridades européias”, disse à BBC Brasil o presidente da associação, Luigi Gambardella. “O mais importante agora é retomar as importações do Brasil. Depois, a lista (de fazendas) poderá ser ampliada.”

“Do ponto de vista técnico, a redução do número de exportadores permitirá às autoridades brasileiras e européias conseguir melhores garantias de qualidade sobre a carne vendida aos consumidores europeus por um preço mais baixo, apesar de que, no momento, não há riscos envolvidos”, avalia Gambardella.

O momento de euforia acompanhada de uma ligeira queda no preço da arroba do boi, com o anúncio de que a União Européia não compraria mais gado brasileiro precisa ser avaliado com cautela pelos produtores rurais, conforme alertou o presidente da Famasul, Ademar Silva Junior.

“O pecuarista precisa analisar como gestor de uma empresa. É preciso avaliar seu custo de produção e, se for rentável, vender”, analisou. Apesar de a arroba ter desvalorizado, as previsões para recuperação da venda de carne bovina para a União Européia são promissoras. O Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) divulgou que a medida não foi bem recebida em alguns Países da EU. Na Inglaterra, por exemplo, preço da carne no varejo teria subido entre 10 e 15% no ano passado, contra uma alta de 1,2% na inflação. Na Itália a situação é ainda pior, com a carne valorizando 20% em 2007, e a inflação aumentando 1,5%. A produção de boi na Irlanda – é um dos principais produtores de animais de corte do bloco –, não é suficiente para atender a demanda européia, o que faz com que, em pouco tempo, a Comunidade volte aprecisar da carne brasileira. Além disso, recentemente foi noticiado um caso de vaca louca no rebanho irlandês.“É preciso fazer uma análise do mercado global, trabalhar com grupos de produtores, ter uma gestão da propriedade mais profissional”, alegou o presidente da Famasul. Ademar argumentou ainda que o preço do boi no Mercado Futuro teve ajustes positivos. Para fevereiro, os contratos tiveram alta de 71 centavos por arroba por dia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) leiloa nesta quarta-feira (13), a partir das 9 horas, pelo sistema eletrônico do Banco do Brasil na modalidade de cartela, mais 64.150 mil sacas (60Kg) de café arábica dos estoques do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

O segundo leilão do ano ofertará o produto armazenado nas cidades de Maringá e Apucarana, no Paraná. O preço por saca de café será divulgado na próxima terça-feira (12) pelo Mapa.

De acordo com o diretor do Departamento do Café do Mapa (DCAF), Lucas Tadeu Ferreira, problemas de logística levaram à redução na oferta em relação ao leilão anterior, quando foram oferecidas 100 mil sacas de café. Ele garantiu que os problemas de logística no DCAF serão solucionados em breve, com a retomada da alienação de pelos menos 100 mil sacas por mês

O temor de que o desaquecimento da economia global reduza a demanda por combustíveis renováveis, entre eles o etanol, puxou a queda do preço do milho ontem (dia 7) no mercado futuro. Foi o terceiro recuo consecutivo. Em Chicago, os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 4,995 por bushel com a queda de 2 centavos de dólar, ou 0,4%. Os papéis para maio recuaram 2 centavos de dólar, para US$ 5,1225 o bushel.

O Banco da Inglaterra (BC) reduziu em 0,25 ponto percentual sua taxa básica de juros, medida que visa a reverter o enfraquecimento do nível de consumo. A decisão foi encarada como mais um sinal de enfraquecimento da economia mundial. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 1,23%, para R$ 27,69, segundo o índice Cepea/Esalq

Neste sábado, dia 09, no Campo Experimental da Agro Jangada, em Itaporã-MS, acontece o 4º Show da Soja, a partir das 8 horas, com realização da Agro Jangada, Fundação Vegetal e Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Transferência de Tecnologia, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Na programação, palestra sobre a ocorrência e o manejo de nematóides da cultura da soja, com o pesquisador da Embrapa, Guilherme Lafourcade Asmus; apresentação das cultivares de soja para a próxima safra por diversas instituições; e ferramentas para controle de pragas e doenças, adubação e nutrição de plantas.

Com ênfase no nematóide reniforme (Rotylenchulus reniformis), o nematologista Guilherme Asmus destacará o manejo através de práticas culturais, que envolvem a rotação de culturas, a cobertura do solo e a integração lavoura-pecuária.

Até o momento, as pesquisas de Asmus apontam casos de sucesso de controle de nematóides por meio do manejo baseado nesses tratos. Os resultados de seus trabalhos experimentais são desenvolvidos a campo e em casa de vegetação na Unidade da Embrapa em Dourados, além de Maracaju e Aral Moreira-MS.

“Os nematóides estão distribuídos em todas as principais regiões produtoras de soja de Mato Grosso do Sul. O reniforme, em particular, além de parasitar a soja, atinge o algodoeiro, tornando em desafio esse patógeno”, afirma.

Os europeus embargaram o mercado brasileiro no final do mês passado, sob a alegação de que queriam apenas 300 propriedades. Almeida reclama que está seguindo uma lista de exigências e agora não tem acesso a um mercado que paga mais. O pecuarista diz que precisou de seis meses para se adequar ao novo sistema, que exige a certificação de origem não só dos animais, mas também de todos os insumos utilizados.

Até então, era necessária apenas a rastreabilidade bovina. Ele não revela o valor empregado – apenas a rastreabilidade custa R$ 5 por animal e, para a adequação, precisou contratar funcionários mais qualificados – mas diz que já está perdendo dinheiro. Até o anúncio do embargo, os frigoríficos exportadores estavam oferecendo R$ 70 pela arroba – agora querem R$ 60. “Não vou vender enquanto não clarear a situação, mas a maioria dos produtores, em função de estar em uma situação financeira crítica, se obrigam a vender por esse preço”, afirma.

O pecuarista acredita que consegue segurar seus animais no pasto por mais 60 dias sem a necessidade da comercialização abaixo de um valor considerado justo. E espera que, em virtude do ciclo pecuário de oferta menor de animais, os preços não fiquem nestes patamares. Almeida tem um plantel de três mil cabeças e cerca de 30% da sua produção é destinada à exportação para a União Européia. Para o produtor, o mercado europeu não tem a quantidade de carne que necessita e, em virtude disso, terá de rever o embargo. “É mais comercial que de sanidade ou qualidade”, acredita.

Mas, apesar disso, ele espera que o governo tenha um posicionamento mais firme em relação à Europa. Almeida reclama que o sistema Eras não é funcional, pois tem um grau de controle que é complexo e complicado para ser feito manualmente – o ideal seria de forma eletrônica, aceita pelos europeus, mas 100% mais cara. “O sistema foi sugerido pelos europeus, que têm realidade diferente. Lá uma propriedade grande tem mil animais. Aqui, metade deste volume é um estabelecimento de pequeno porte”, afirma.

Segundo ele, os animais são “brincados” (colocado um brinco em suas orelhas), em uma seqüência numérica, mas não ficam prontos nesta seqüência – depende da genética e da alimentação. E isso dificulta o controle manual. “Os números ficam aleatórios”, diz.

Após serem comprovadas as irregularidades tributárias e sanitárias, os animais foram encaminhados para abate. “Animais que não tiverem procedência comprovada e não apresentarem todos os documentos necessários para trânsito dentro dos limites do Estado e, não somente na área de fronteira, serão apreendidos e poderão ser encaminhados para abate”, declarou a secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.

Ainda conforme a secretária, os recursos obtidos com o abate ficarão disponíveis aguardando tramitação do processo para desbloqueio judicial. A Iagro destacou que nenhum dos animais apresentava sintomas de doenças infecto-contagiosas. A ação de fiscalização foi iniciada a partir de denúncia, que pode ser encaminhada através do telefone 0800-679-120.

O avanço da safrinha de milho se justifica. Afinal, as perspectivas do mercado de milho são das mais promissoras. O forte aumento da demanda de milho para a produção de etanol nos Estados Unidos abriu espaço para as exportações brasileiras, que somaram volume recorde de 11 milhões de toneladas, “enxugando” o mercado interno e pressionando as cotações do cereal.

Atentos a essa oportunidade de mercado, os técnicos do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria de Agricultura de São Paulo estão recomendando o plantio de variedades de milho desenvolvidas pela instituição, que apresentam excelente relação custo-benefício em comparação aos cultivares híbridos de milho. “O milho variedade é uma excelente opção, pois tem custo de produção relativamente baixo e apresenta boa resposta produtiva”, destaca o agrônomo Armando Portas, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

De acordo com o técnico, o cultivo de variedades para a produção da safrinha é especialmente recomendado para os agricultores que não dispõem de solos de boa qualidade (adequadamente adubados e corrigidos), para os produtores interessados em investir na integração lavoura-pecuária, ou ainda na reforma de pastagens.

“O milho variedade, em vez do híbrido, é uma excelente opção nesses casos, pois o custo de aquisição das sementes é bem menor e a produção, apesar de as plantas serem semelhantes, apresenta variabilidade genética. Desta forma, se houver falta de água, parte das plantas não será afetada pelo estresse hídrico”, explica o técnico. Para assegurar bons resultados, o agrônomo recomenda que o produtor observe a data-limite para o plantio do milho em sua região.

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